A Pepsi trocou refrigerante por 17 SUBMARINOS
Isso é verdade?
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A Pepsi chegou a ter a sexta maior marinha de guerra do mundo
Falso
É exagero jornalístico, e o episódio deliberadamente não o repete. O que houve: a Pepsi era paga em produtos porque o rublo não valia nada fora da URSS, e nos anos 80 aceitou 17 submarinos usados, um destroyer, um cruzador e uma fragata. Revendeu tudo como sucata quase imediatamente. Sucata não é marinha.
O que aconteceu
Guerra Fria: o rublo soviético não valia nada fora da URSS, então a Pepsi era paga em vodca. Quando a vodca perdeu valor nos anos 80, os soviéticos ofereceram outra coisa: 17 submarinos usados (~US$150 mil cada), mais um destroyer, um cruzador e uma fragata. A empresa aceitou — e revendeu tudo como sucata quase na mesma hora.
O detalhe que fecha a história
O presidente da Pepsi brincou com o governo americano: 'estamos desarmando a União Soviética mais rápido que vocês'. A frota inteira virou sucata semanas depois. Você conhecia essa? 👀
Fontes
- HISTORY
- Foreign Policy
- IFLScience
Material
Notas de produção (1)
- A manchete que circula na internet ("a Pepsi virou a 6ª maior marinha do mundo") é EXAGERO JORNALÍSTICO e o roteiro deliberadamente NÃO a repete. Os fatos verificados: 17 submarinos usados + 1 destroyer + 1 cruzador + 1 fragata, em 1989; embarcações obsoletas, revendidas como sucata quase imediatamente; nenhuma navegou sob bandeira da empresa. A comparação da Foreign Policy é com a frota submarina da Índia (então 7ª maior), não com marinhas inteiras.
As palavras exatas do vídeo
Uma empresa de refrigerante vira dona de submarinos de guerra de verdade. Guerra Fria. A Pepsi quer vender seu refrigerante na União Soviética. Mas existe um problema: o rublo não vale nada fora do país. Sem moeda forte, o jeito é trocar produto por produto. Nos anos setenta, o pagamento vinha em vodca. A Pepsi revendia essa vodca no Ocidente. E o esquema funcionava bem. Mas nos anos oitenta, a vodca soviética perde valor no mercado. A União Soviética precisa oferecer outra coisa em troca. Em mil novecentos e oitenta e nove, vem a proposta mais estranha. Dezessete submarinos usados, a cerca de cento e cinquenta mil dólares cada. E ainda um destroyer, um cruzador e uma fragata. A Pepsi aceita o negócio. No papel, vira dona de uma frota. O presidente da empresa até brinca com o governo americano. Disse estar desarmando os soviéticos mais rápido que o próprio governo. Mas nenhum navio jamais navegou com a marca da empresa. A frota estava velha, enferrujada e completamente obsoleta. Tudo foi revendido como sucata quase na mesma hora. Essa é a série A História Mais X do Mundo. Na próxima: um urso que virou cabo do exército.
Procedência das 18 imagens
- Cena 1 — National Museum of the U.S. Navy · Public domain
- Cena 2 — Главархив Москвы (Arquivo Central de Moscou) · CC BY 4.0
- Cena 3 — URSS, digitalização de Stanislav Kozlovskiy · Public domain
- Cena 4 — Australian National Maritime Museum · No restrictions
- Cena 5 — desconhecido · Public domain
- Cena 6 — desconhecido · Public domain
- Cena 7 — desconhecido · Public domain
- Cena 8 — Zinneke · CC BY-SA 3.0
- Cena 9 — JO1 Kip Burke, USN · Public domain
- Cena 10 — U.S. Navy · Public domain
- Cena 11 — U.S. Navy · Public domain
- Cena 12 — Joe Haupt · CC BY-SA 2.0
- Cena 13 — Thomas J. O'Halloran, U.S. News & World Report · Public domain
- Cena 14 — White House Photographic Office · Public domain
- Cena 15 — Chris Allen · CC BY-SA 2.0
- Cena 16 — Chris Allen · CC BY-SA 2.0
- Cena 17 — Hannu Kämäräinen · CC BY 4.0
- Cena 18 — U.S. Navy · Public domain
O vídeo
Ver no YouTube — 70 segundos.