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O jornal que inventou VIDA NA LUA e todos acreditaram

Origens Inesperadas, 72 segundos

Isso é verdade?

  • Um jornal de Nova York publicou que havia vida na Lua e a cidade acreditou

    Verdadeiro

    Em agosto de 1835 o New York Sun publicou seis reportagens atribuindo ao astrônomo John Herschel a descoberta de bisões lunares, castores que dominavam o fogo e homens-morcego alados. A tiragem passou de 19 mil e o jornal virou o diário mais vendido do mundo. Era invenção do editor Richard Adams Locke — que admitiu em setembro, mas nunca publicou retratação formal.

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O que aconteceu

Agosto de 1835: o New York Sun publica seis reportagens afirmando que o astrônomo John Herschel havia descoberto vida na Lua — bisões lunares, castores que dominavam o fogo e homens-morcego alados. A cidade acreditou, a tiragem passou de 19 mil e o jornal virou o diário mais vendido do mundo. Era tudo invenção do próprio editor, Richard Adams Locke.

O detalhe que fecha a história

O jornal admitiu em setembro que tinha inventado tudo — mas NUNCA publicou uma retratação de verdade. E a tiragem, que tinha explodido, não caiu. Te lembra alguma coisa hoje em dia? 👀

As imagens, e de onde vieram

18 pranchas. Todas em domínio público ou Creative Commons, com autoria registrada — é o mesmo material que aparece no vídeo.

Fontes

  1. Britannica
  2. HISTORY
  3. Museum of Hoaxes
  4. JSTOR Daily

Material

As palavras exatas do vídeo

Um jornal anuncia que existe vida na Lua. E a cidade inteira acredita. Nova York, agosto de mil oitocentos e trinta e cinco. A cidade cresce depressa. O jornal New York Sun publica uma série de seis reportagens. A manchete diz o seguinte: um astrônomo descobriu criaturas vivas na Lua. E usa o nome de John Herschel, um cientista britânico respeitado. Os textos descrevem tudo com detalhes técnicos impressionantes. Bisões lunares pastando tranquilos em planícies de cristal. Castores que andam em duas patas. E que dominam o fogo. E os famosos homens-morcego, com asas e rosto humano. A cidade enlouquece. As pessoas discutem a notícia na rua. A tiragem do jornal salta para mais de dezenove mil exemplares. Vira o jornal diário mais vendido do mundo naquele momento. Mas nada, absolutamente nada daquilo jamais aconteceu. O autor era Richard Adams Locke, editor do próprio jornal. Ele disse que escreveu como sátira. E que ninguém deveria ter acreditado. Em setembro daquele ano, o jornal admite que inventou tudo. Mas nunca publicou uma retratação de verdade aos leitores. Essa é a série Origens Inesperadas. Na próxima: o rei que morreu de sobremesa.

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