EP017

A Estátua da Liberdade foi oferecida ao Egito primeiro

Origens Inesperadas, 71 segundos

Isso é verdade?

  • A Estátua da Liberdade foi oferecida ao Egito antes dos Estados Unidos

    Impreciso

    O mesmo escultor, Frédéric Auguste Bartholdi, propôs em 1869 ao quediva do Egito um farol colossal em forma de camponesa erguendo uma tocha, para a entrada do Canal de Suez — e foi recusado por custo. No ano seguinte assumiu o presente da França aos Estados Unidos. Não é o mesmo projeto reaproveitado, e Bartholdi negou a vida inteira: 'nunca executei nada para o quediva, exceto um pequeno esboço'. Os dois desenhos existem e são tecnicamente diferentes.

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O que aconteceu

Em 1869, o escultor francês Frédéric Auguste Bartholdi apresentou ao quediva Ismail Paxá um projeto para a entrada do Canal de Suez: um farol colossal em forma de camponesa egípcia erguendo uma tocha, batizado "O Egito levando a luz à Ásia". O Egito recusou por custo e mandou construir um farol comum em Port Said. No ano seguinte Bartholdi assumiu outra encomenda — o presente da França aos Estados Unidos — e entregou uma mulher de túnica, com uma tocha erguida, na entrada de um porto. Acusado de reciclar o projeto recusado, ele negou até o fim: "nunca executei nada para o quediva, exceto um pequeno esboço que ficou no palácio dele". Os dois desenhos existem — e estão lado a lado no fim do vídeo.

O detalhe que fecha a história

O detalhe que quase nunca aparece: Bartholdi negou a vida inteira que fossem o mesmo projeto. A frase dele foi 'nunca executei nada para o quediva, exceto um pequeno esboço que ficou no palácio'. E ele tem um argumento — os desenhos são tecnicamente diferentes, e a ideia da Liberdade veio de Laboulaye lá em 1865. Mas os dois são dele, os dois são uma mulher de túnica com uma tocha erguida na entrada de um porto. Você acha que ele reciclou? 👀

As imagens, e de onde vieram

20 pranchas. Todas em domínio público ou Creative Commons, com autoria registrada — é o mesmo material que aparece no vídeo.

Fontes

  1. Britannica
  2. Wikipedia (Egypt Carrying the Light to Asia)
  3. Egyptian Streets
  4. acervo do próprio Bartholdi na Wikimedia Commons

Material

Notas de produção (1)
  1. O roteiro NUNCA diz "a Estátua da Liberdade ia ser do Egito" nem que ela é o projeto egípcio reaproveitado. Diz que o MESMO escultor propôs antes um colosso quase igual ao Egito e foi recusado — que é o que as fontes sustentam. Bartholdi negou explicitamente a reciclagem e os desenhos são reconhecidamente distintos; a encomenda da Liberdade nasce de uma ideia de Édouard de Laboulaye (1865) e é independente. Por isso o episódio fecha com a negativa DELE e devolve a pergunta ao espectador em vez de afirmar. Mesmo tratamento honesto que deu certo no EP006 (Rasputin) e no EP015 (Adolfo Frederico). Dado sensível conferido: o projeto egípcio tinha ~26 m de estátua sobre pedestal de ~15 m (86 e 48 pés nas fontes em inglês) e a figura era uma camponesa/fellah egípcia; a recusa foi por custo, com o Egito endividado. Em Port Said foi erguido o farol de François Coignet.
As palavras exatas do vídeo

A Estátua da Liberdade não foi desenhada para os Estados Unidos. Ela foi oferecida a outro país primeiro. E recusada. 1869. Egito. O Canal de Suez está sendo inaugurado. Um escultor francês chega com uma ideia enorme. Frédéric Bartholdi quer erguer um farol na entrada do canal. Não um farol qualquer. Uma mulher gigante de túnica, segurando uma tocha para o céu. Uma camponesa egípcia. Vinte e seis metros de altura. O nome do projeto: O Egito levando a luz à Ásia. A inspiração vinha dos colossos de pedra de Abu Simbel. Bartholdi apresenta tudo ao quediva Ismail. E ouve não. Caro demais. O Egito estava afundado em dívidas. Em Port Said constroem um farol comum, sem graça. Pouco tempo depois, a França encomenda outra estátua. Um presente para os Estados Unidos. E Bartholdi entrega uma mulher de túnica. Segurando uma tocha para o céu. Na entrada de um porto. Acusaram ele de reaproveitar o projeto que o Egito recusou. Ele negou até o fim. Disse que só deixou um esboço no palácio. Mas os dois desenhos existem. E são parentes próximos. Essa é a série Origens Inesperadas. Você acha que ele reciclou? Segue o Curta a História.

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Um episódio novo por semana, de 40 a 80 segundos, nas quatro plataformas.

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